Desde criança sou fã incondicional de qualquer coisa que envolva colesterol e veias entupidas, logo minha vontade incondicional de conhecer o Papajaya não é surpreendente. Nada mais oportuno, então, que marcar uma reunião numa manhã de sábado antes do carnaval, com a rua tomada por grupos da curiosa espécie da fauna brasileira comumente chamada de "folião", todos portando berrantes, asas de fada, orelhas de ogro e outros objetos com o mesmo requinte. E um beijo pra FUNAI e seus programas que nós adoramos. Fiu fiu.

Apesar disso, cheguei ao Papajaya com sangue nos olhos, doido para me entupir de pequenas partículas de torresmo e estourar a carótida. Pedi um "suco" (que, apesar de refil, era bem fraco) pra ajudar a descer a gororoba e parti, então, pras famosas batatas fritas com molho "aioli". Por sinal, que nome escroto pra um molho que não passa de maionese com alho. Mas enfim.

A batata é tudo o que falam e, com o molho, rivaliza com a comida dos deuses que no Outback é servida com molho ranch. Só lembre de pedir o MENOR tamanho possível: como que nem um porco e tive que ficar enrolando pra conseguir comer a média. Dá pena olhar depois pras porçõeszinhas do McDonald's.

Também não resisti a pedir um cachorro quente duplo com cheddar, que, tenho que admitir, estava bom mas não bom o suficiente pra valer os empecilhos futuros, if you know what I mean, como todo o resto. Continuo bem mais uma coxinha do Fornalha forrada de catupiry — que, por sinal, custa 1/3 do preço.

PS1: O branding do lugar é SENSACIONAL! Quem teve a ideia de posicionar o Papajaya como o anti-Bibi e o inimigo do Delírio Tropical merecia estar estampado em todos os copinhos de batata frita.

PS2: Por falar no copinho, na correria pra fugir do bloco e na enrolação pra conseguir engolir toda aquela batata, acabei levando um pra casa. Sorry!

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